Lembram-se daquela matéria no Fantástico que mostrava um doutor americano ensinando a fazer "shhhhhhhhh" no ouvidinho do bebê pra ele dormir? Eu bem que pensei comigo, hmmm... sei não. Esses americanos adoram extravagânicas. Nem testei com a Cora pois ela já não era mais recém-nascida, tampouco tinha problemas para dormir.
Passou-se o tempo.
Navegando pela internet, venho coletando alguns trechos das obras desse mesmo doutor. E talvez hoje eu reconheça - puxa, ele é bem moderninho, sensato, realista. Gostei.
Seguem trechos de um dos seus livros (extraídos do blog da Taicy Ávila):
“Quando passeamos por uma loja infantil, eu e minha esposa nos perguntamos como pudemos criar nossos oito filhos sem tantas dessas coisas: assentos infantis de plástico, babás eletrônicas, balanços mecânicos, berços que balançam, e todos os equipamentos high tech que prometem (por um alto preço) tornar os cuidados com bebês mais convenientes… à distância. (…)
O mercado de coisas para bebês é grande, e os pais que desejam sempre o melhor para os seu filhos, sempre estão prontos a abrir o talão de cheques ou entregar o cartão de crédito. Aqui vai nosso conselho sobre equipamentos para bebês, materiais de estimulação infantil, e todas as coisas que enchem as prateleiras das lojas infantis por aí: escolha o HIGH TOUCH (muito toque) ao invés do HIGH TECH (muita tecnologia).
O melhor brinquedo de todos para um bebê é outro ser humano. Invista num sling para bebês, ou mesmo em dois: um para a mamãe, e outro para o papai. (…)
Então, deixe seu bebê enriquecer suas experiências a partir da paisagem em constante mudança, que ele vê enquanto você o carrega nos seus braços. São os relacionamentos, e não as coisas, que desenvolvem a inteligência do seu bebê.” [p.12]
E os 11 mandamentos para as mamães:
- Também cuidarás de ti mesma.
- Também honrarás vosso esposo com sua cota de criação por apego.
- Evitarás os falsos profetas do treinamento de bebês.
- Te cercarás de amigos e parentes prestativos.
- Terás alguém para te auxiliar no serviço doméstico.
- Conhecerás bem ao teu bebê.
- Darás ao teu filho aquilo que ele necessita, não aquilo que ele deseja.
- Dormirás sempre que o bebê estiver dormindo.
- Mimarás e embelezarás a ti mesma.
- Te curarás do vosso próprio passado.
- Aceitarás que não és perfeita.
Ele também foi o criador do termo "babywearing" e é um grande entusiasta desta prática. Taí Dr. Sears, tô contigo!
Agora só me resta a pergunta: alguém que me lê testou a tal técnica do "ssshhhhhhhhhhhh"??? E deu certo?
Beijocas, pessoal!
...
Fonte: Sears, W. & Sears, M. (2001). The Attachment Parenting Book: a commonsense guide to understanding and nurturing your baby. (O livro da criação por apego: um guia de bom senso para compreender e cuidar do seu bebê.) Little Bown and Company, New York.
Tradução: Taicy de Ávila Figueiredo
16 comentários:
eu amo este blog
que pena que nao conheci o sling qdo tive meus babies
hjk o mais velho que entrou esta semana na facu de Direito tem 18 anos, e o caçulinha de 14 que tem 1,80!!!!
mas ainda quero dar colo
eu amava dar colo...
e é do que eles gostam hj.
marina este blog tem verificação de palavras
estamos numa campanha pra tirar isso de todos os blogs o que diminuirá o nosso tempo de postagem!!!
bjs
Como assim, q campanha é essa?!
E obrigada, tb amo o seu, me divirto um monte, rs!
Nossa, a história do shhhhh seria ótima (caso dê/desse certo) kkkk
Marina, eu tbm teria usado o sling com a Helô... pena que eu não conhecia na época.
Bjs
H.
Então, to adorando isso aqui e eu tenho algo a confessar, eu testei o "shhhh" e não funcionou! hahah mas minha filha dormiu feliz com o barulho da panela de pressão, pasmem... que é bem parecido né. Na verdade eu acho que não deu certo porque eu não fiz alto o suficiente, o certo é fazer mais alto que o choro do baby e eu não tive muita coragem, ela grita que é uma coisa. Então fica aí a dica: panela de pressão, maquina de lavar e chuveiro funcionam.
Beijocas.
Helena, ainda dá pra usar. É só fabricar outra/o!!!
Ju, adorei! Tô aqui imaginando você fazendo o sshhhh mais alto que o choro da Marina... Hahahah... Adorei suas dicas. Até porque enho uma teoria: bebê gosta de movimento, de casa cheia, de vida. Esse negócio de deixar tudo sempre silencioso e andar na ponta dos pés pra criança dormir é meio esquizofrênico.
Obrigada pelas presenças!
Beijocas :)
Tou rindo um pouquinho da "técnica do shhhh" rs...
Não me lembro bem da reportagem do Fantástico, mas conheci a tal "técnica" com o livro do Dr Karp "O bebê mais feliz do pedaço".
Mas quando pus as mãos no livro era tarde: eu já usava o "shhhh" pra embalar o Cauã fazia MUITO TEMPO! hehehehehehe
Onde eu havia aprendido?
Com a D Mira, q trabalha conosco aqui em casa, criou filhos e netos com muito amor e carinho, e é a vovó do coração do Cauã! heheheeh
NÃO HÁ NADA Q UMA BOA VOVÓ DE PLANTÃO NÃO POSSA NOS ENSINAR! RSRSRS...
E a proposito, o "shhh" funciona SIM!!! Cauã já tem 1 ano e 5 meses e a tecnica funcina com ele ATÉ HOJE! rs...
Oi Taicy,
Sim, vovós têm muito a ensinar, e tô achando o máximo ela ter te ensinado a fazer barulhinhos no ouvido do bebê pra ele dormir... de onde ela vem? E como isso funciona, tem que ser mesmo mais alto que o choro do bebê, como disse a Ju logo acima?
Oi Marina! A "Santa" D Mira é mineirinha da gema! heheheeh
Então, o shssss, o sling e embalar o bb balnaçando-o funcionam pq tudo isso remete às sensações q o bb experimentava ainda na barriga da mamãe, onde ele ficava enroladinho, apertadinho, em posição fetal; sentindo o suave movimento ondular da mamãe se mexendo; e ouvindo constantemente o ritmo das batidas so coração materno. Delícia neh? rs...
O Dr Karp ensina sim q o movimento e o "ruído" de shhhh precisma ser bastante VIGOROSOS, mais alto q o chorinho do bb sim! rs...
E fala inclusive q a maioria das pessoas "falham" com esa técnica exatamente pq fazem o ruido e os movimentos excessivamente SUAVES!
Aqui em casa é infalível até hoje: Cauã dorme dentro do pouch (nunca aprendi a enrolar bb no cuiero, mas por sorte descobri o sling!) comigo sentada na cadeira de balanço (sacudindo o bb) e fazendo shhhhhh!
heheehheheeheh
Lembro que achei bem estranha a técnica, se alguém ver a gente fazendo isso com o bebê vai achar que somos doidas,ahahha! Minha menor tem 3 anos, então não dá mais pra testar. Mas que bom saber disso tudo q vc falou, vou procurar saber mais para colocar aqui no blog.
Ju, testa com a Marina!
Um beijo, Taicy, e obrigada :*
Procure por vídeos do Dr Karp no youtube, mto bons! E um tanto impressionante ver como FUNCIONAM hehehehhehe
Uma vez um amigo me viu embalando o cauã no pouch, como falei pra vc
e disse: "Agora ele já pode dormir até em meio a um TERREMOTO, hein???"
kkkkk
Rs!
Vou procurar mesmo, Taicy. Se funciona, tenho que colocar aqui. Valeu a dica! Bjs :*
Ei, queridas! Tô entrando aqui no blog pra escolher uma estampa pro nosso sling e encontrei essa discussão do Dr. Karp. Bem, aqui em casa, eu conhecia a teoria do "quarto trimestre" ou extero-gestação desde a gravidez. Temos, inclusive um DVD com as cinco técnicas que ele ensina. Mais legal que as técnicas em si é essa ideia de reproduzir o útero aqui fora durante os 3 primeiros meses pois, segundo essa corrente, o tempo ideal para o nascimento de um bebê seria de 12 meses! Existiria, portanto, um quarto trimestre a ser vivido aqui fora. E o útero, cá pra nós, é bem diferente de um quarto beeem grande e silencioso. Então, teve muitas e muitas horas que usei o shhhhh e funcionou. Ele ficava quietinho e confortável quando eu usava o aspirador de pó na sala (hoje, ele ODEIA). Mas a técnica que a gente mais curtia mesmo é o embrulhinho, que lembra bem a ideia do sling. Ele ensina um modelo DUDU de embrulhar o bebê que é um sonho! O João adorava! Já meu marido, curtiu uma técnica de balançá-lo no braço, meio de lado. Enfim, antes de a gente sair "aplicando técnicas" a gente foi criando o ambiente com essas dicas. Aqui em casa foi muito bom!
Nívea, que ótimo! Eu entendo o porquê desse outro "trimestre" fora do útero. Quando estudava Biologia na universidade, um professor comentou que, por estarmos na condição de bípedes, nossa bacia havia diminuído e, por isso, o canal de passagem do bebê também. Soma-se a essas mudanças o crescimento do nosso crânio para acomodar o cérebro mais desenvolvido, ou seja, seria impossível que nascesse qualquer ser humano no mesmo estágio de maturidade que os outros mamíferos nascem... por isso passamos a nascer "prematuramente", e, consequentemente, somos dependentes dos pais por mais tempo. Deu pra entender?! Rs... Espero que sim. :)
Adorei a sua contribuição, dá pra ver que, com esses testemunhos, a coisa funciona mesmo! Pena que não teremos outro aqui em casa pra testar... a fábrica do marido fechou :(
Beijocas!
Só mais uma coisinha,que agora me empolguei: lendo os comentários acima dá pra ver que bebê gosta de... barulho! Panela de pressão, máquina de lavar roupas, aspirador de pó, chuveiro... eles gostam de viver a vida, tal como ela é, andando, correndo, vivendo, junto com os pais.
Nada de parar tudo e fazer silêncio, deixá-lo num berço bem plano, chorando até dormir... o negócio é seguir vivendo juntos, eles adoram :)
Além disso, dentro da barriga eles estavam numa temperatura de cerca de 37 graus e apertadinhos. Alguma semelhança com o sling do lado de fora? O calor das roupinhas e da mãe, os barulhos do coração, do corpo da mãe bem no ouvidinho, e aquele balanço de um caminhar pela rua ou pela casa? Santo paninho!
Beijocas, meninas ♥
Marina, pois é, é isso mesmo que disse! Aí lembrei de outra coisa fantástica que deu certo aqui em casa, embora acabei usando poucas vezes: o banho de balde. Usava uma água bem morninha e ele ficava lá bem encolhidinho, se esbaldando! Fazia a shantala botava uma musiquinha bem suave e finalizava com o banho. Era tudo de bom! Hoje em dia, ele prefere o banho, digamos, radical (com água espalhada até o teto).
Ahahaha, Nivea! Como eles mudam depois do primeiro trimestre, não?! :D
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