Brasília - DF




28 outubro 2010

Dr. Sears... para pensar.

Lembram-se daquela matéria no Fantástico que mostrava um doutor americano ensinando a fazer "shhhhhhhhh" no ouvidinho do bebê pra ele dormir? Eu bem que pensei comigo, hmmm... sei não. Esses americanos adoram extravagânicas. Nem testei com a Cora pois ela já não era mais recém-nascida, tampouco tinha problemas para dormir. 

Passou-se o tempo. 

Navegando pela internet, venho coletando alguns trechos das obras desse mesmo doutor. E talvez hoje eu reconheça - puxa, ele é bem moderninho, sensato, realista. Gostei. 

Seguem trechos de um dos seus livros (extraídos do blog da Taicy Ávila): 



“Quando passeamos por uma loja infantil, eu e minha esposa nos perguntamos como pudemos criar nossos oito filhos sem tantas dessas coisas: assentos infantis de plástico, babás eletrônicas, balanços mecânicos, berços que balançam, e todos os equipamentos high tech que prometem (por um alto preço) tornar os cuidados com bebês mais convenientes… à distância. (…)

O mercado de coisas para bebês é grande, e os pais que desejam sempre o melhor para os seu filhos, sempre estão prontos a abrir o talão de cheques ou entregar o cartão de crédito. Aqui vai nosso conselho sobre equipamentos para bebês, materiais de estimulação infantil, e todas as coisas que enchem as prateleiras das lojas infantis por aí: escolha o HIGH TOUCH (muito toque) ao invés do HIGH TECH (muita tecnologia). 

O melhor brinquedo de todos para um bebê é outro ser humano. Invista num sling para bebês, ou mesmo em dois: um para a mamãe, e outro para o papai. (…)

Então, deixe seu bebê enriquecer suas experiências a partir da paisagem em constante mudança, que ele vê enquanto você o carrega nos seus braços. São os relacionamentos, e não as coisas, que desenvolvem a inteligência do seu bebê.” [p.12]


E os 11 mandamentos para as mamães:  



  1.     Também cuidarás de ti mesma.
  2.     Também honrarás vosso esposo com sua cota de criação por apego.
  3.     Evitarás os falsos profetas do treinamento de bebês.
  4.     Te cercarás de amigos e parentes prestativos.
  5.     Terás alguém para te auxiliar no serviço doméstico.
  6.     Conhecerás bem ao teu bebê.
  7.     Darás ao teu filho aquilo que ele necessita, não aquilo que ele deseja.
  8.     Dormirás sempre que o bebê estiver dormindo.
  9.     Mimarás e embelezarás a ti mesma.
  10.  Te curarás do vosso próprio passado.
  11. Aceitarás que não és perfeita.



Ele também foi o criador do termo "babywearing" e é um grande entusiasta desta prática. Taí Dr. Sears, tô contigo!

Agora só me resta a pergunta: alguém que me lê testou a tal técnica do "ssshhhhhhhhhhhh"??? E deu certo? 

Beijocas, pessoal!

...




Fonte: Sears, W. & Sears, M. (2001). The Attachment Parenting Book: a commonsense guide to understanding and nurturing your baby. (O livro da criação por apego: um guia de bom senso para compreender e cuidar do seu bebê.) Little Bown and Company, New York. 
Tradução: Taicy de Ávila Figueiredo


16 comentários:

lilly disse...

eu amo este blog
que pena que nao conheci o sling qdo tive meus babies
hjk o mais velho que entrou esta semana na facu de Direito tem 18 anos, e o caçulinha de 14 que tem 1,80!!!!
mas ainda quero dar colo
eu amava dar colo...
e é do que eles gostam hj.
marina este blog tem verificação de palavras
estamos numa campanha pra tirar isso de todos os blogs o que diminuirá o nosso tempo de postagem!!!
bjs

Marina Abreu disse...

Como assim, q campanha é essa?!

E obrigada, tb amo o seu, me divirto um monte, rs!

Cecilia e Helena disse...

Nossa, a história do shhhhh seria ótima (caso dê/desse certo) kkkk
Marina, eu tbm teria usado o sling com a Helô... pena que eu não conhecia na época.
Bjs
H.

Juliana Benedetti disse...

Então, to adorando isso aqui e eu tenho algo a confessar, eu testei o "shhhh" e não funcionou! hahah mas minha filha dormiu feliz com o barulho da panela de pressão, pasmem... que é bem parecido né. Na verdade eu acho que não deu certo porque eu não fiz alto o suficiente, o certo é fazer mais alto que o choro do baby e eu não tive muita coragem, ela grita que é uma coisa. Então fica aí a dica: panela de pressão, maquina de lavar e chuveiro funcionam.
Beijocas.

Marina Abreu disse...

Helena, ainda dá pra usar. É só fabricar outra/o!!!

Ju, adorei! Tô aqui imaginando você fazendo o sshhhh mais alto que o choro da Marina... Hahahah... Adorei suas dicas. Até porque enho uma teoria: bebê gosta de movimento, de casa cheia, de vida. Esse negócio de deixar tudo sempre silencioso e andar na ponta dos pés pra criança dormir é meio esquizofrênico.

Obrigada pelas presenças!

Beijocas :)

Taicy Ávila disse...

Tou rindo um pouquinho da "técnica do shhhh" rs...
Não me lembro bem da reportagem do Fantástico, mas conheci a tal "técnica" com o livro do Dr Karp "O bebê mais feliz do pedaço".
Mas quando pus as mãos no livro era tarde: eu já usava o "shhhh" pra embalar o Cauã fazia MUITO TEMPO! hehehehehehe
Onde eu havia aprendido?
Com a D Mira, q trabalha conosco aqui em casa, criou filhos e netos com muito amor e carinho, e é a vovó do coração do Cauã! heheheeh
NÃO HÁ NADA Q UMA BOA VOVÓ DE PLANTÃO NÃO POSSA NOS ENSINAR! RSRSRS...
E a proposito, o "shhh" funciona SIM!!! Cauã já tem 1 ano e 5 meses e a tecnica funcina com ele ATÉ HOJE! rs...

Marina Abreu disse...

Oi Taicy,

Sim, vovós têm muito a ensinar, e tô achando o máximo ela ter te ensinado a fazer barulhinhos no ouvido do bebê pra ele dormir... de onde ela vem? E como isso funciona, tem que ser mesmo mais alto que o choro do bebê, como disse a Ju logo acima?

Taicy Ávila disse...

Oi Marina! A "Santa" D Mira é mineirinha da gema! heheheeh
Então, o shssss, o sling e embalar o bb balnaçando-o funcionam pq tudo isso remete às sensações q o bb experimentava ainda na barriga da mamãe, onde ele ficava enroladinho, apertadinho, em posição fetal; sentindo o suave movimento ondular da mamãe se mexendo; e ouvindo constantemente o ritmo das batidas so coração materno. Delícia neh? rs...
O Dr Karp ensina sim q o movimento e o "ruído" de shhhh precisma ser bastante VIGOROSOS, mais alto q o chorinho do bb sim! rs...
E fala inclusive q a maioria das pessoas "falham" com esa técnica exatamente pq fazem o ruido e os movimentos excessivamente SUAVES!
Aqui em casa é infalível até hoje: Cauã dorme dentro do pouch (nunca aprendi a enrolar bb no cuiero, mas por sorte descobri o sling!) comigo sentada na cadeira de balanço (sacudindo o bb) e fazendo shhhhhh!
heheehheheeheh

Marina Abreu disse...

Lembro que achei bem estranha a técnica, se alguém ver a gente fazendo isso com o bebê vai achar que somos doidas,ahahha! Minha menor tem 3 anos, então não dá mais pra testar. Mas que bom saber disso tudo q vc falou, vou procurar saber mais para colocar aqui no blog.

Ju, testa com a Marina!

Um beijo, Taicy, e obrigada :*

Taicy Ávila disse...

Procure por vídeos do Dr Karp no youtube, mto bons! E um tanto impressionante ver como FUNCIONAM hehehehhehe
Uma vez um amigo me viu embalando o cauã no pouch, como falei pra vc
e disse: "Agora ele já pode dormir até em meio a um TERREMOTO, hein???"
kkkkk

Marina Abreu disse...

Rs!

Vou procurar mesmo, Taicy. Se funciona, tenho que colocar aqui. Valeu a dica! Bjs :*

Nívea disse...

Ei, queridas! Tô entrando aqui no blog pra escolher uma estampa pro nosso sling e encontrei essa discussão do Dr. Karp. Bem, aqui em casa, eu conhecia a teoria do "quarto trimestre" ou extero-gestação desde a gravidez. Temos, inclusive um DVD com as cinco técnicas que ele ensina. Mais legal que as técnicas em si é essa ideia de reproduzir o útero aqui fora durante os 3 primeiros meses pois, segundo essa corrente, o tempo ideal para o nascimento de um bebê seria de 12 meses! Existiria, portanto, um quarto trimestre a ser vivido aqui fora. E o útero, cá pra nós, é bem diferente de um quarto beeem grande e silencioso. Então, teve muitas e muitas horas que usei o shhhhh e funcionou. Ele ficava quietinho e confortável quando eu usava o aspirador de pó na sala (hoje, ele ODEIA). Mas a técnica que a gente mais curtia mesmo é o embrulhinho, que lembra bem a ideia do sling. Ele ensina um modelo DUDU de embrulhar o bebê que é um sonho! O João adorava! Já meu marido, curtiu uma técnica de balançá-lo no braço, meio de lado. Enfim, antes de a gente sair "aplicando técnicas" a gente foi criando o ambiente com essas dicas. Aqui em casa foi muito bom!

Marina Abreu disse...

Nívea, que ótimo! Eu entendo o porquê desse outro "trimestre" fora do útero. Quando estudava Biologia na universidade, um professor comentou que, por estarmos na condição de bípedes, nossa bacia havia diminuído e, por isso, o canal de passagem do bebê também. Soma-se a essas mudanças o crescimento do nosso crânio para acomodar o cérebro mais desenvolvido, ou seja, seria impossível que nascesse qualquer ser humano no mesmo estágio de maturidade que os outros mamíferos nascem... por isso passamos a nascer "prematuramente", e, consequentemente, somos dependentes dos pais por mais tempo. Deu pra entender?! Rs... Espero que sim. :)

Adorei a sua contribuição, dá pra ver que, com esses testemunhos, a coisa funciona mesmo! Pena que não teremos outro aqui em casa pra testar... a fábrica do marido fechou :(

Beijocas!

Marina Abreu disse...

Só mais uma coisinha,que agora me empolguei: lendo os comentários acima dá pra ver que bebê gosta de... barulho! Panela de pressão, máquina de lavar roupas, aspirador de pó, chuveiro... eles gostam de viver a vida, tal como ela é, andando, correndo, vivendo, junto com os pais.

Nada de parar tudo e fazer silêncio, deixá-lo num berço bem plano, chorando até dormir... o negócio é seguir vivendo juntos, eles adoram :)

Além disso, dentro da barriga eles estavam numa temperatura de cerca de 37 graus e apertadinhos. Alguma semelhança com o sling do lado de fora? O calor das roupinhas e da mãe, os barulhos do coração, do corpo da mãe bem no ouvidinho, e aquele balanço de um caminhar pela rua ou pela casa? Santo paninho!

Beijocas, meninas ♥

Nivea disse...

Marina, pois é, é isso mesmo que disse! Aí lembrei de outra coisa fantástica que deu certo aqui em casa, embora acabei usando poucas vezes: o banho de balde. Usava uma água bem morninha e ele ficava lá bem encolhidinho, se esbaldando! Fazia a shantala botava uma musiquinha bem suave e finalizava com o banho. Era tudo de bom! Hoje em dia, ele prefere o banho, digamos, radical (com água espalhada até o teto).

Marina Abreu disse...

Ahahaha, Nivea! Como eles mudam depois do primeiro trimestre, não?! :D